domingo, 20 de janeiro de 2013


Pedra, me ama!Pedra me abraça, me beija.Pedra levanta, anda,vamos fazer ginástica?fala, vem comigo!Pedra, você é mesmo minha mãe? meu pai?
...irmão, amor, amigo?
Garganta apertada, nervos tesos, e todo aquele esforço desnecessário a lhe implorar sentimentos...
-Tola!
Sente seu peso.Sua consistência bruta e rígida.Repara que só o tempo pra mudar a natureza das coisas.São perdas alheias!
Mudanças suas.Deixa a pedra descansando de ser pedra e vai embora.( as pedras do caminho, que estão por aí enfeitando até que se tropece nelas...para que carregar? ficar sofrendo, chorando,culpando-as como num caso de amor :pedra é pedra!)
E as lágrimas agora, são nascente, todas
aguas que foram ser rio e mar mais longe...E por onde passado- brotam vida , por ali, mais adiante :uma fonte!

(Não...não é nada ruim ser diferente.Mesmo doendo, ainda assim escolheria ser gente)

Renata Koury

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