sábado, 17 de novembro de 2012

Dos meus amigos imaginários,sempre foi o mais presente.Forte.Pontual,generoso.Morreu antes de que o abraço fosse real,mas me pegou no colo tantas e tantas vezes.Quando morreu.Puxa,eu ja sabia.Da gravidade e da brevidade do nosso encontro.Foi o pai,o homem,o amigo que me segurou a mão e acreditou no meu talento.Depois morreu.Morreu honroso,nobre,longe.E derrepente não tenho dele mais as músicas,as
conversas para me lembrar quem eu sou.(Amigos nos lembram da vida o cerne).Deletaram seu perfil.Fernando,obrigada.Por me acreditar futura escritora.Por acreditar.Por ter existido assim,mesmo longe,tanto carinho e empatia.Estou mais solitária do que nunca.E triste por não ter mais como conversar com voce,nem hipotéticamente.Bem,acho que terei que dirijir eu mesma o carro por enquanto.E as estradas me parecem lugar nenhum sem sua ironia sarcástica,tão em comum.Ninguém para dividir os meus olhos,lugar nenhum....

...Tenho sido saudades.De quando amar era verdade,nas minhas ilusões,antes de.

Renata Koury

para Fernando Montegalvão,
amigo,meu primeiro editor,de vida e palavras.
♥ .

Nenhum comentário:

Postar um comentário