Voltando
para casa,na pracinha da prefeitura passou um bêbado velho,um pé
doente,tava andando com muita dificuldade,mexeram com ele da construção:
-Ô fulanoooooooooo.
-Eu tô no fundo do poço!Respondeu entre uns resmungos.
(parecia estar mesmo...)
Os pedreiros riram alto,riram muito!
-Mas vai melhorar,seguiu resmungando baixo:Vai melhorar...
Será que acham que a velhice não chegará nunca para eles,que nunca verão o fundo do poço?Aonde está a graça da degraça alheia?Chorei por dentro.Queria abraçar aquele preto velho doente e fedorento e dizer-lhe que eu sentia muito.Que eu conhecia o fundo do poço e a miséria humana...
Mas não se abraçam mendigos em frente á prefeitura:sou apenas mais uma covarde:-Sim,as coisas vão melhorar,sim!
...E seria uma mentira que eu diria com convicção.
Renata Koury
-Ô fulanoooooooooo.
-Eu tô no fundo do poço!Respondeu entre uns resmungos.
(parecia estar mesmo...)
Os pedreiros riram alto,riram muito!
-Mas vai melhorar,seguiu resmungando baixo:Vai melhorar...
Será que acham que a velhice não chegará nunca para eles,que nunca verão o fundo do poço?Aonde está a graça da degraça alheia?Chorei por dentro.Queria abraçar aquele preto velho doente e fedorento e dizer-lhe que eu sentia muito.Que eu conhecia o fundo do poço e a miséria humana...
Mas não se abraçam mendigos em frente á prefeitura:sou apenas mais uma covarde:-Sim,as coisas vão melhorar,sim!
...E seria uma mentira que eu diria com convicção.
Renata Koury
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