terça-feira, 24 de abril de 2012

pela janela aberta,eu chego






Sonhei com voce e acordei satisfeita,plena.
E tão inteira e molhada que estava pronta pra ser sua outra vez.
!!!(Como?)Eu nem sei,não quero lembrar,e assim este proibido pode ter sido enlouquecedor,(e os seus beijos foram tantos...)então,eu não me lembro,para poder estar comigo aqui outra vez,e não perdidamente apaixonada ardendo no seu corpo,a noite passada,você se lembra?
Eu estou na cama,nua...A janela estava aberta!Fecho os olhos.

...estou tão longe
e mesmo assim ardo em saudades
o desconhecido me leva
e estou tão longe de mim
o desejo me arrasta
para peles estranhas
cheiros desconhecidos e outras entranhas

...e eu que estou tão cansada
de tudo o que de mim me afasta
me entrego
 paradoxalmente vou hipnotizada
ventos do sul seduzem
 a alma,
o corpo,
o que em mim nem existe
de um jeito insolente e pernas abertas
então eu chego
e me entrego:
braços que me levam de volta para casa
para o coração
pela primeira vez,
como travesseiros
de onde nunca deveria ter saído,eu me lembro.

porque no sonho as janelas estão sempre abertas,e não existe a morte...
o amor platônico é perfeito!
(imagino...)

Enquanto isso,a vida me obriga a fatos,eu me entrego.
(e vivo morrendo de amores...
amores na vida real são  de morrer sempre e talvez  renascer mais forte.Talvez!)
                        Renata Koury


                                                            

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