domingo, 30 de dezembro de 2012

O gosto da maldade

Nunca achei graça em assustar, torturar ou matar insetos ou animais.Nunca! Não admito, nunca meus irmãos fizeram isso,nem meus amigos. Nem minha filha.Me lembro de como arrumava treta na escola por não fazer parte de clubinhos na hora de humilhar pessoas,( a admiro por isso, sempre foi mais ela)a Jade sempre teve senso de justiça. Compaixão com o próximo. Me lembro de como desa
bou a chorar quando encontrou o primeiro cachorro abandonado de rua, perambulando de fome pelas calçadas do Rio de Janeiro, estávamos de férias.E de defender as amigas sempre lhe sobrava, mas era seu jeito,nosso jeito, confesso.Somos entre nós solidárias,companheiras, muito.
E um dia fiquei sabendo que tramaram contra a professora que as perseguia na escola, deveriam ter uns sete anos, a professora era terrível, diziam,e lhe ofereceram uma farofa feita na aula de culinária, adivinhem: ficaram esperando o crock!várias delas!bem, mordi a boca para não dar risada, esconderam uma lesminha na farofa
- Mas mamãe ela fez isso,aquele outro, e fez...
-:! injustiça,claro!já mordendo os lábios:como dar-lhe a bronca? Fiha, nunca mais faça isso,ela poderia ficar doente!( e por dentro deitada de rir com o engenho das meninas.Hahahahaa, que danadas!Que morra a bruxa torturadora de crianças!)

Ninguém é perfeito, Afinal...
Pode ser doce o gosto da maldade.

Renata Koury

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