O gosto da maldade
Nunca achei graça
em assustar, torturar ou matar insetos ou animais.Nunca! Não admito,
nunca meus irmãos fizeram isso,nem meus amigos. Nem minha filha.Me
lembro de como arrumava treta na escola por não fazer parte de clubinhos
na hora de humilhar pessoas,( a admiro por isso, sempre foi mais ela)a
Jade sempre teve senso de justiça. Compaixão com o próximo. Me lembro de
como desa
bou a chorar quando
encontrou o primeiro cachorro abandonado de rua, perambulando de fome
pelas calçadas do Rio de Janeiro, estávamos de férias.E de defender as
amigas sempre lhe sobrava, mas era seu jeito,nosso jeito, confesso.Somos
entre nós solidárias,companheiras, muito.
E um dia fiquei sabendo
que tramaram contra a professora que as perseguia na escola, deveriam
ter uns sete anos, a professora era terrível, diziam,e lhe ofereceram
uma farofa feita na aula de culinária, adivinhem: ficaram esperando o
crock!várias delas!bem, mordi a boca para não dar risada, esconderam uma
lesminha na farofa
- Mas mamãe ela fez isso,aquele outro, e fez...
-:! injustiça,claro!já mordendo os lábios:como dar-lhe a bronca? Fiha,
nunca mais faça isso,ela poderia ficar doente!( e por dentro deitada de
rir com o engenho das meninas.Hahahahaa, que danadas!Que morra a bruxa
torturadora de crianças!)
Ninguém é perfeito, Afinal...
Pode ser doce o gosto da maldade.
Renata Koury
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