terça-feira, 10 de julho de 2012

O que eu escrevo são meus braços,minhas pernas,minha filosofia.Alguém mexe numa vírgula e é como se me arrancasse um olho.São com as palavras que eu me declaro,me escondo,me defendo.As palavras são mais eu que eu mesma.São o que eu não tenho coragem.O que eu não posso.O que não compreendo.
Não sou perfeita em nada,mas me acho nas palavras.Me derreto.Vou de enxurrada... tem uma coisa que me deixa louca é alguém me roubar o texto.Viro do avesso isolarem as palavras ou frases, sou inteira,não me recorte os sentidos,como punhais escavando partes minhas.Escrevo errado e assino embaixo.
Peço perdão.
(Quem engole as desculpas?!Não eu.)
As desculpas são como a confissão:uma barganha.Voce fala o que a pessoa quer ouvir e pronto!Odeio as desculpas!
Mas do perdão,eu gosto.Poucas palavras e sinceridade.
Perdão é alguma coisa como o esquecimento.São nuvens cor de rosa para encobrir o antigo assassinato.
... A idéia tacanha não sobrevive a um lampejo de inteligencia:
vingancinhas,pequenices,baboseiras.
(do autor ou do leitor,diga-se !)
e mesmo nessa lerdeza que é o amadurecimento,
tem horas que gente pensa.

Renata Koury

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