terça-feira, 15 de maio de 2012

As pessoas velhas

Aqui na terra do nunca as pessoas não envelhecem,já nascem velhas,tolhidas,acabrunhadas do pensar alheio.
Talvez por se verem diariamente,casam e morrem derrepente,são os grandes acontecimentos até recentemente quando alguns se separam,(eventualmente.Não é normal,digo.)Aqui ainda são adeptos da infelicidade para sempre,o assunto do domingo é pesado,trazido por convidados,apreciado ferozmente:
dor e a desgraça alheia...(Ai que delícia estar gordo e comendo a estas alturas,quando o próximo está morrendo,humilhado,desprovido.Ai que banquete!Refletir suas misérias ...Que "néctar".)
A vida passa devagar,arrastada,ninguém se atreve ausar óculos,a poeira enfeitando os cantos e o avesso do tapete.Vida no interior é pensada pelo vizinho,no coletivo,uma série de promessas acometidas pelo desespero da vida desperdiçada.Durmo no formol e acordo sufocada,me afogando no ar que distraídamente invade o peito e de golfada em golfada a vida arrebenta as fronteiras deste calmo entendimento , grito alto,aterrorizada:estou enterrada viva!Quebrem as paredes e os vidros das janelas por um momento que seja 

lá fora  sinta o frescor do contato da atmosfera que te circunda:
-Respire fundo...Estamos todos precisando existir um pouco,pra variar...
O primeiro instrumento de dominação do homem para aniquilar a vida é banir o homem de seu próprio corpo e sua sensibilidade.Para em seguida determinar ser pecado sentir prazer e compartilhar prazeres com quem tem vontade.O homem alienado de si é facilmente manipulado,e sem alegria de viver e existir fica mais fácil convencer que o bonito é se matar de trabalhar pra sustentar o sistema financeiro e os mecanismos de poder.(governo ,igreja,mídia).
Até quando?!


Renata koury

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